Arquivo do autor:Juciano Lacerda

Seminário discute papel da mídia no enfrentamento da Aids, homofobia e relações de gênero

Com o intuito de deflagrar a execução do Plano Estadual de Enfrentamento da epidemia de DST/Aids entre gays, travestis e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), a Coordenadoria de Promoção em Saúde e a Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) estão promovendo o Seminário “O papel da mídia no enfrentamento da aids, homofobia e relações de gênero”, para profissionais de comunicação do governo, setor privado e movimento social, no Hotel Praia Mar, Ponta Negra, Natal/RN, nos dias 24 e 25 de maio de 2011.

O evento será coordenado pelo Programa Estadual de DST/Aids com apoio do Departamento DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e terá como principal objetivo: discutir com profissionais de comunicação social, sobre as vulnerabilidades individuais, sociais e institucionais associadas à resposta a epidemia de DST/Aids e Hepatites Virais entre gays, travestis e outros HSH, com ênfase no debate sobre a qualidade da cobertura jornalística e as alternativas de comunicação e visibilidade, bem como as implicações éticas e legais do discurso homofóbico na mídia.

O professor da UFRN Juciano de S. Lacerda participará como debatedor da Conversa Afiada – Enfrentamento da epidemia de DST/Aids: Desafios com apoio da mídia no dia 24 de maio de 2011 às 10h15, que contará ainda com os seguintes convidados: Alexandre Mulatinho – Secretário de Comunicação do Estado do Rio Grande do Norte; Geórgia Neri – Jornalista TV Assembléia RN; e  Veet Vivarta – Jornalista e Secretário Executivo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI).

Professor de Teoria da Comunicação, na graduação e no mestrado em Estudos da Mídia, o professor Juciano Lacerda integra o grupo de pesquisa Pragma e colabora no projeto de pesquisa, extensão e inovação social “Fortalecimento de redes de ação comunitária para prevenção em DST/Aids: conhecer e intervir”, do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC-UFRN). No evento da SESAP-RN, o professor Lacerda representa o NESC.

Confira a programação completa:

O PAPEL DA MÍDIA NO ENFRENTAMENTO DA AIDS, HOMOFOBIA E NA DISCUSSÃO DE GÊNERO

Local: Hotel Praia Mar, Ponta Negra, Natal/RN

Data: 24 e 25 de maio de 2011

PROGRAMAÇÃO

24/05

8h30  Credenciamento

9h   Abertura

9h30  Painel – Apresentação e discussão sobre os dados da  epidemia de Aids no Brasil , no RN e as vulnerabilidades associadas.

10h15  Conversa Afiada – Enfrentamento da epidemia de

DST/Aids: Desafios com apoio da mídia

12h Almoço

14h  Painel – A qualidade da cobertura jornalística e as alternativas de  comunicação e visibilidade para o enfrentamento das vulnerabilidades  associadas às DST/Aids e Hepatites Virais

16h  Encerramento dos Trabalhos do dia

25/05

9h Conversa Afiada – As implicações do discurso homofóbico na mídia!

11h   Conversa Afiada – Jornalismo Literário – Alternativas na cobertura da mídia em cidadania LGBT.

O fim da educação, por Nelson Pretto

A vida de pesquisador nas universidades está ficando cada dia mais estranha. Quando comecei minha vida acadêmica no Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia, recebi logo na chegada um lugarzinho, uma sala com ar condicionado, escrivaninha, cadeira, máquina de datilografar, um telefone – que na verdade não funcionava lá muito bem! -, papel e caneta.

Os livros, estavam na biblioteca ou os comprávamos, porque também não se publicava tanto quanto hoje. Dividia a sala com mais um colega e, dessa forma, fazia minhas pesquisas sobre o ensino de ciências e dava aulas na graduação. Depois, passei a integrar o corpo docente da pós-graduação em Educação e, também por lá, sem nenhum luxo e bem menos infra, tinha as condições mínimas para pesquisar sobre a qualidade dos livros didáticos, campo inicial de pesquisa na minha vida universitária.

O tempo foi passando e a universidade foi se especializando no seu novo jeito de ser. Foi crescendo e ganhando força a pós-graduação, apareceram os grupos de pesquisas que passaram a ser cadastrados no CNPq, surgiu o Currículo Lattes – o Orkut da academia -, a CAPES intensificou a avaliação da pós-graduação e… a guerra começou. Com as demandas para a pesquisa cada dia sendo maiores e o com os recursos minguando (o Brasil investe em C&T apenas 1,2% do PIB enquanto os Estados Unidos, por exemplo, investem 2,7%), a avaliação da produtividade – palavrinha estranha no campo da pesquisa científica, não?! – ganha corpo, no Brasil e no mundo.

“Publicar ou perecer” virou o mantra de todo professor-pesquisador. Mais do que isso, nas universidades não temos mais aquelas condições básicas dadas pela própria instituição já que, de um lado, ela foi perdendo cada vez mais seu orçamento de custeio e, de outro, as demandas aumentaram muito uma vez que, mesmo na área das Humanas, necessitamos de muito mais tecnologia.
Por conta disso, temos que, literalmente, “correr atrás” de recursos através dos chamados editais. Assim, cada grupo de pesquisa vive em função de sua capacidade de captação de recursos – quem diria que estaríamos falando assim, não é?! – e transformaram-se em verdadeiros setores administrativos nas universidades.

Demandam secretários, contadores (esses, seguramente, os mais importantes!), administradores, bibliotecários, constituindo-se em um verdadeiro aparato burocrático para dar conta das cobranças formais de cada um destes editais e de suas famigeradas prestações de contas.

Pois quando pensamos que já estávamos no limite, e os colegas Waldemar Sguissardi e João dos Reis da Silva Jr com o seu “O trabalho intensificado nas Federais” mostraram bem o fundo do poço, sabemos através do colega Manoel Barral-Neto no seu blog “Sciencia totum circumit orbem” que pesquisadores chineses estão recebendo um “estímulo” equivalente a 50 mil reais para publicar suas pesquisas nas revistas de “alto impacto” científico, a exemplo da Science. Nos comentários que se seguiram ao texto, tomamos conhecimento com a postagem de Renato J. Ribeiro que a Universidade Estadual Paulista (UNESP) está dando um prêmio de cerca de 15 mil reais para quem publicar na Science ou Nature, duas revistas de alto “fator de impacto”.

Também de São Paulo outra noticia veio à tona recentemente: o resultado da última avaliação realizada pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) apontou que os estudantes não se deram muito bem na avaliação de 2010. É com base no rendimento dos alunos que os professores da rede estadual paulista recebem uma gratificação – um bônus – no seu salário, num esquema denominado “pagamento por performace”, implantando no Estado supostamente para “estimular” a melhoria da educação paulista. O que se viu com os últimos resultados é que essa estratégia não funcionou.

E não funcionou porque esse não pode ser o foco da avaliação da educação. A educação, em todos os níveis, precisa ser fortalecida, mas não como o espaço da competição e sim como um espaço de formação de valores, da colaboração e da ética. Em qualquer dos seus níveis, a educação precisa ser compreendida como um direito de todo o cidadão e que não pode ser trocada por uns trocados.

Lembro Milton Santos: “essa ideia de que a universidade é uma instituição como qualquer outra, o que inclui até mesmo a sua associação com o mercado, dificulta muito esse exercício de pensar”. De fato, com um dinheirinho extra por cada publicação, com um novo edital disponível para o próximo projeto, com a avaliação da CAPES na pós-graduação batendo às portas, deixando todos de cabelo em pé, e com a lógica do “publicar ou perecer”, parece que estamos chegando perto do fim da universidade enquanto espaço do pensar e do criar conceitos. Viramos, pura e simplesmente, o espaço da reprodução do instituído. E isso é, no mínimo, lamentável. Na verdade, é o próprio fim da educação.

* Nelson Pretto é professor e já foi diretor (2000-2004 e 2004-2008) da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia. Físico, mestre em Educação e Doutor em Comunicação.

Pesquisadora do Pragma participa da Folkcom 2011

A pesquisadora do PRAGMA e professora do PPGEM/UFRN Maria Érica de Oliveira Lima coordenará o GT Folkcomunicação e Artesanato, da XIV Conferência Nacional de Folkcomunicação, de 4 a 7 de maio, em Juiz de Fora-MG. Além da coordenação de GT, Maria Érica participará como expositora da Mesa 06 – Pesquisa em Folkcomunicação: possibilidades e desafios, juntamente com Antônio Hohlfeldt (PUCRS), Sérgio Gadini (UEPG) e Orávio Soares (UNIFLU). Para mais detalhes sobre a FOLKCOM 2011 clique aqui.

Olá, mundo!

Seja bem-vindo ao blog do Grupo de Pesquisa Pragma – Pragmática da Comunicação e da Mídia: teorias, linguagens, indústrias culturais e cidadania, do Departamento de Comunicação Social da UFRN, sediado no Campus da cidade de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte.

O grupo de pesquisa Pragma se constitui num processo participativo englobando as várias experiências profissionais, os aportes teóricos e as práticas nos campos da pesquisa, ensino e extensão. O grupo se fortalece com as interfaces que se criam e as interdisciplinaridades que se tornam possíveis, no contexto da renovação do corpo docente do Departamento de Comunicação Social da UFRN, configurado nos últimos cinco anos. São seis doutores, entre um e seis anos de titulação, e um professor-doutorando em Ciências Sociais na UFRN. A experiência docente e de pesquisa está entre cinco e 18 anos. A formação é diversificada tanto em área de conhecimento como em instituições de titulação: Comunicação/ECA-USP, Multimeios/Unicamp, Comunicação/Metodista, Ciências Sociais/UFRN, Processos Midiáticos/Unisinos. Os interesses de pesquisa e a produção teórica dos participantes do grupo convergem em três eixos: A) Comunicação e Linguagens, B) Indústrias Culturais, C) Comunicação e Cidadania.

Atualmente, atuamos em projetos de pesquisa, ensino e extensão, tendo 29 alunos envolvidos entre discentes de Mestrado, orientandos de Iniciação Científica, Monitoria, bolsistas de extensão, orientandos de TCC e voluntários.

Por aqui, publicaremos informes de pesquisa, de publicações, novidades no campo da comunicação, relatos de experiências teórico-metodológicas e de intervenção comunitária, entre outras coisas.

Pragma representado na Compos 2011

O grupo de Pesquisa Pragma estará representado na XX Compós,  com o pesquisador Juciano Lacerda, que teve o texto “Pesquisa-da-pesquisa sobre telecentros e inclusão digital” aceito para ser apresentado no GT Comunicação e Cidadania. A Compós é a Associação Nacional dos Programa de Pós-Graduação em Comunicação. Cinco pesquisadores do Pragma estão vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia, da UFRN, filiado à Compós, são eles: Juciano Lacerda, Maria Érica O. Lima, Angela Pavan, Itamar Nobre e Socorro Veloso. A XX Compós será realizada de 14 a 17 de junho, na UFRGS, em Porto Alegre-RS. O site oficial do evento é o http://www6.ufrgs.br/fabico/compos2011/